Sombra

“Entramos em greve pelo cumprimento do acordo”: CLG do ASUFPel detalha impasses em coletiva de imprensa

Sexta-feira - 06 de março de 2026

“Entramos em greve pelo cumprimento do acordo”: CLG do ASUFPel detalha impasses em coletiva de imprensa


Durante coletiva de imprensa, o Comando Local de Greve (CLG) detalhou as pautas não cumpridas pelo governo, respondeu questionamentos sobre impactos da paralisação e defendeu a legitimidade do movimento.

Na manhã desta sexta-feira, 6 de março, CLG do ASUFPel realizou uma coletiva de imprensa na sede central da entidade sindical. O encontro reuniu integrantes do comando e profissionais da imprensa local para apresentar informações atualizadas sobre os serviços paralisados, o andamento do movimento paredista e os próximos passos da mobilização das técnicas e dos técnico-administrativos em educação de Pelotas e Capão do Leão/RS.

Na abertura da coletiva, foi informado que a greve entra em sua segunda semana. Representantes do Comando Local de Greve estiveram presentes para responder aos questionamentos da imprensa e tornar nítidos pontos sobre a mobilização, que teve duração prevista até o meio-dia.

Durante a coletiva, jornalistas questionaram sobre a repercussão da paralisação, tanto no âmbito da comunidade acadêmica quanto na sociedade em geral, além da importância do movimento e das perspectivas para os próximos dias. Em resposta, integrantes do Comando Local de Greve destacaram que a principal motivação da greve é o descumprimento do Acordo de Greve firmado em 2024.

Segundo o comando, o acordo previa uma série de pautas não financeiras que deveriam ser encaminhadas principalmente no âmbito do Ministério da Educação (MEC), com participação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). No entanto, esses encaminhamentos não ocorreram dentro do prazo esperado. Entre os pontos ainda pendentes estão à reposição de benefícios para aposentados/as, a aceleração da progressão na carreira — atualmente prevista apenas para servidores da ativa —, a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a discussão sobre a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial.

Os representantes do comando também ressaltaram que a redução da jornada é uma pauta que dialoga com um movimento mais amplo, observado nacional e internacionalmente, em defesa de melhores condições de trabalho para os trabalhadores e as trabalhadoras2. Ao todo, mais de 16 itens do acordo seguem sem cumprimento, conforme informado durante a coletiva.

Questionados sobre as perspectivas da atual greve, especialmente considerando a greve ocorrida em 2024, os integrantes do comando afirmaram que a forte adesão ao movimento está pressionando o governo a retomar as negociações. Segundo eles/as, reuniões para discutir a pauta já começaram a ser realizadas, o que é considerado pelo movimento como um resultado da mobilização.

Outro tema abordado pela imprensa foi o impacto da greve nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) vinculadas à UFPel. Atualmente, a universidade participa da gestão de seis (6) UBS em Pelotas, de um total de mais de cinquenta unidades existentes no município sob-responsabilidade da prefeitura.

De acordo com o Comando Local de Greve, tem circulado na mídia a informação de que quatro dessas unidades estariam paralisadas em razão da greve dos/as técnico-administrativos/as. Os representantes do movimento, porém, contestaram essa interpretação. Segundo eles/as, em nenhum momento houve contato da Secretaria Municipal de Saúde ou do Departamento de Medicina Social com o comando de greve para discutir a essencialidade dos serviços prestados nessas unidades.

O comando afirmou ainda que causou estranhamento o anúncio da prefeitura sobre a possível contratação de médicos em função do movimento paredista. Para os grevistas, essa medida tende a contribuir para colocar a população contra o movimento dos/as servidores/as, sem que tenha havido qualquer tentativa de diálogo prévio.

Os representantes também ressaltaram que as UBS não realizam atendimentos de urgência e emergência, serviços que já estão contemplados nos critérios de essencialidade definidos pela Comissão de Ética em conjunto com o Comando Local de Greve. Mesmo nos casos em que surgem atividades não previstas nesses critérios, o movimento afirma estar aberto ao diálogo para encontrar soluções, o que, segundo eles/as, não ocorreu até o momento.

Outro ponto destacado é que a força de trabalho nas unidades não é composta exclusivamente por servidores/as vinculados ao Regime Jurídico Único (RJU) da universidade. Em algumas UBS atuam profissionais da prefeitura e também vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), o que, segundo o comando, torna inadequada a atribuição exclusiva dos TAE representados pelo ASUFPel.

Ao final da coletiva, o Comando Local de Greve reforçou a importância da unidade da categoria e da ampliação da mobilização para pressionar o governo a cumprir o acordo firmado. Os representantes também convidaram os/as técnico-administrativos em educação que ainda não aderiram ao movimento a se somarem à greve.

A íntegra da coletiva de imprensa está disponível nas redes sociais do ASUFPel, nos canais da entidade no YouTube e no Facebook.

ASUFPel 46 – Anos Uma História de Lutas.

You Tube:
https://www.youtube.com/watch?v=-p3TU3DSZ-8
Facebook:
https://www.facebook.com/share/v/17FQ4uruP1/

Alguns dos clipes da coletiva de imprensa.

https://youtube.com/clip/Ugkxbw5Q_QfkffY9rMXsUVPV2Bi9sxNgn3wh?si=sSMRBAkUjvNg7eMu

https://youtube.com/clip/UgkxCmqrmySRGcF2DZsffAUn7UzpI10k-JDC?si=arfpT8yZSvZK2rOK

https://youtube.com/clip/UgkxunqM27CIPymYTVI33FASjLcHaqZMW_oA?si=1TXb8sU5IuZ3qP3X